Saída de Campo ao Porto: Jardins de Serralves e Praia de Lavadores

Publicado em sábado, 08 abril 2017, 01:21

 

Depois de um período intenso de estudo e com o Sol a brilhar, no dia 28 de março, os alunos do 11º ano, turmas A e C de Ciências e Tecnologias, realizaram uma saída de campo ao Porto, onde puderam ver, ouvir e consolidar in loco diversos conteúdos programáticos das disciplinas de Biologia/Geologia e de Física/Química.

Durante a manhã, realizámos uma visita guiada ao Parque de Serralves, projetado pelo arquiteto Jacques Gréber nos anos 30 do século XX, onde observámos uma grande diversidade de espaços interligados: jardins formais, matas e uma quinta tradicional. Foi uma excelente oportunidade para estarmos em contacto com a natureza e apreciar a grande diversidade de área florestal, que inclui cerca de 230 espécies arbóreas e arbustivas, nativas (autóctones) e exóticas (alóctones). Além disso, ao longo de todo o percurso, pelos jardins de Serralves, observámos as gigantescas esculturas em harmonia com o espaço natural, que são obras da Coleção da Fundação de Serralves.

Ainda no Parque de Serralves, junto ao Jardim Maria Nordman, repusemos as energias com um almoço ao ar livre, inspirando o ar saudável da Quinta.

No início da tarde, dirigimo-nos à Praia de Lavadores, localizada na freguesia de Canidelo – Vila Nova de Gaia, onde efetuámos um percurso pedestre, desde a Zona Norte da Praia de Lavadores até à Praia da Estrela do Mar. Após uma pequena caminhada, observámos o maciço granítico de Lavadores, destacando-se os fenocristais de feldspatos, os encraves, os filões, a disjunção esferoidal, os caos de blocos graníticos e a abrasão nas arribas, provocada pelo mar e pelo vento. Na praia das Pedras Amarelas conseguimos ver os gnaisses (rochas metamórficas) de cor amarelada, que dá o respetivo nome à praia, de idades mais antigas do que o granito de Lavadores. Nesta praia, alguns de nós deliciaram-se com um gelado à beira-mar e outros molharam os pés nas águas bem fresquinhas.

De seguida, observámos os esporões (molhes) do Douro e o Cabedelo, onde os sedimentos fluviais e marinhos se acumulam nesta zona entre o estuário do Douro e o oceano Atlântico. E a saída de campo terminou com a visita à Reserva Natural Local do Estuário do Douro, na qual foi possível conhecer as aves que a habitam ao longo do ciclo anual.

Os objetivos propostos foram atingidos, tendo visualizado in loco o que aprendemos nas aulas e aplicado os nossos conhecimentos biológicos, químicos e geomorfológicos, num espaço natural do nosso país.

Visitas: 457