Houve, outrora, no distrito de Santarém, uma vasta área denominada Foros de Muge. Casebres dispersos, terrenos incultos, estradas de areia, por aqui passava o Rei D. Miguel quando, de vilegiatura em Salvaterra de Magos, ia caçar veados na Tapada. Davam nas vistas as enormes extensões de terreno cobertas de Camarinheiros (plantas empetráceas que produzem frutos pequenos e redondos chamados Camarinhas) em tal quantidade que a designação de Foros de Muge foi, a pouco e pouco, pelo Rei e sua comitiva, substituída pela de Camarinhais.
O desenvolvimento da região fica a dever-se à exploração agrícola da Quinta da Sardinha, Casa Cadaval e Casa Mayer, o que originou uma vaga de pessoas oriundas dos concelhos de Soure e Pombal que, provavelmente, atraídos pela fama de fertilidade destes terrenos, viriam trabalhar nos espaços referidos. Em épocas geológicas remotas, esses terrenos foram submersos pelas águas do Tejo.
Quando, em 1902, se tornou imperioso dar o nome à Estação de Caminhos de Ferro que se ia inaugurar, não se sabe, se por deturpação da designação de Camarinhais, se pelo propósito de a simplificar, foi dado definitivamente à aldeia o nome de Marinhais. O rei D.Carlos inaugurou a via férrea do Setil a Vendas Novas e esteve na estação de Marinhais.
Marinhais é hoje uma localidade que tem diversificado as suas actividades económicas. Apesar do destaque para a agricultura, horticultura, fruticultura, vinicultura, permite uma larga projecção de outras como a carpintaria, a serralharia em alumínio, a construção civil e o comércio.
Locais de Interesse:
Igreja da Nossa Senhora da Glória (Matriz)
Estação dos Caminhos de Ferro
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