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Histórico Concelho fundado em 1295, por foral de D.Dinis, que o mandou povoar, dando a Salvaterra de Magos os mesmos privilégios de Santarém. O rei deu a Salvaterra a Ordem de Santiago e à sua Igreja Paroquial a Ordem do Hospital. O seu clima, fertilidade dos solos e abundante caça motivaram que fosse local de preferência para os reis da I Dinastia. D. João I determinaria que se fizesse coutada, fazendo dela diversas doações. A atractividade desta terra cativou, ao longo dos séculos, outros vultos eminentes da sociedade portuguesa e estrangeira. A pesca e a agricultura sempre ocuparam a vida deste concelho ribeirinho. Os vastos terrenos alagados proporcionavam a plantação de arroz. O seu posicionamento geográfico favorece a contemplação de uma beleza natural, sobressaindo as verdejantes sombras dos salgueirais e as areias do rio Tejo. Espaços ligados a este meio: Escaroupim Situado na margem sul do Tejo, ergue-se um pequeno aglomerado populacional, pitoresca aldeia de pescadores, imortalizada por Alves Redol, Os Avieiros, com antigas casas suspensas em pilares e pintadas com cores garridas. Praia Doce Cais da Vala Real: Outrora um importante centro de transacções e circulação de pessoas, adquire hoje um valor recreativo, dispondo de duas marinas, uma para embarcações de recreio e outra para a comunidade dos pescadores, e servindo de ponto de partida para actividades várias de lazer. A influência do rio Tejo no património cultural do concelho justificou a criação de um Museu do Rio onde se contacta com os vestígios arqueológicos que atestam a estreita ligação das gentes ao rio e à pesca. A origem do nome de Salvaterra não é consensual, circulando a versão, de acordo com o Prior da Vila em 1758, que o mesmo é de origem persa e se deve aos Feiticeiros e Mágicos, Majus, que eram enviados para estes sítios, por ordem da Inquisição. Outros defendem que a origem do topónimo seja hebraica. Outros ainda que a palavra provém do português antigo mogo, que significa marco, que divide uma propriedade ou território. A importância da povoação aumentou consideravelmente a partir de 2 de Abril de 1383, data da assinatura do Tratado de Salvaterra de Magos, segundo o qual o rei castelhano D.João I casaria com D.Beatriz. Este documento constitui um ponto de viragem determinante na situação política do país e do concelho, particularmente. Locais de Interesse Igreja de S.Paulo (Matriz): Situada no meio da vila, foi construída no ano de 1296 e quase destruída nos terramotos de 1705 e 1909. Edifício bem conservado, no qual se destaca, na Capela-Mor, o altar de talha dourada, decorado com uma tela do século XVI na boca da tribuna, bem como as pinturas dispostas no tecto. Os representantes do clero, por volta do século XVII, encomendaram pequenos painéis de azulejos que continham uma imagética diversificada, como cenas religiosas, de caça, guerreiras, mitológicas. A Igreja Matriz mantém um, em tons de azul e branco. Capela da Misericórdia: Desde 1666, data da sua construção, até 1979, ano em que foi parcialmente destruída pelas cheias, registava, no tecto de madeira, pinturas alusivas à misericórdia e vida mariana. As paredes da nave encontram-se revestidas de azulejos azuis e brancos do século XVIII, com episódios da vida de Cristo e da Virgem. Existem ainda algumas telas da época barroca. Capela do Antigo Paço Real: Edifício maneirista, construído em meados do século XVI. Paços Régios (Palácio da Falcoaria) Edifício que ficou danificado após o terramoto de 1858 e que, depois da sua venda pública, tem vindo a registar alterações na traça primitiva com a substituição de telhados e construções de anexos, retirando-lhe em parte o valor patrimonial e histórico. No entanto, ainda hoje, conserva um Falcoeiro, exemplar único no país, onde podem ser apreciados 310 nichos para falcões. Ruínas do Convento de Jericó: Situadas a sensivelmente três quilómetros para oeste da vila de Salvaterra, ainda hoje se podem apreciar algumas divisórias e paredões do convento dos Frades Arrábidos bem como uma capela onde, segundo consta, se encontrava a cabeça do venerado mártir S.Baco, santo milagreiro e de grande devoção da população local. Fonte do Arneiro: Situada a poucos metros do Convento de Jericó. Faz parte do imaginário da população devido aos misteriosos túneis que partem desse local até ao Convento e à Capela Real. A fonte setecentista situa-se no local onde existia o “arneiro da vila”, na Av.José Luís Brito Seabra, e encontra-se em bom estado de conservação.
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